Esse é o único item que o país não atende recomendação da ONU, em relação aos fatores de riscos de acidentes
A intenção é garantir um parecer isento e imparcial sobre o debate da redução da velocidade e suas vantagens para toda a sociedade, para que os envolvidos possam ser auxiliados por avaliação técnica da questão, para a tomada de decisões.
Segundo o OBSERVATÓRIO, o acirramento dos debates sobre a redução da velocidade não é diferente de outras polêmicas já verificadas na sociedade brasileira e que tiveram a solução acertada de se fincarem na cultura nacional, como a obrigatoriedade do cinto de segurança (nos anos 90), a rigidez da Lei Seca, entre outras.
Junto ao posicionamento, o OBSERVATÓRIO encaminhou às entidades envolvidas parecer elaborado pela própria entidade de segurança viária, já disponível em seu site; e ainda ressaltou pesquisa que revela que políticas de redução de velocidade em outros países têm garantido conquistas enormes para a preservação de vidas nas vias.
No material enviado, o OBSERVATÓRIO destaca o exemplo de Londres, na Inglaterra, que conseguiu reduzir em 40% os mortos e feridos no trânsito nos últimos anos. Resultado que atende o preconizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) dentro da Década de Ações para Segurança no Trânsito (2011-2020). Entre os principais fatores de mudança para essa conquista inglesa está a redução da velocidade em ruas e avenidas. Hoje, 25% dos principais corredores viários da cidade tem um limite máximo de 30 km/h, totalizando 280 km de ruas com essa velocidade máxima para todos os veículos automotores.
O Relatório mostra ainda países que foram classificados de acordo com a implementação de legislações e políticas públicas nos cinco principais fatores de risco, responsáveis por mortes e lesões no trânsito e que devem ser priorizadas: uso do capacete, a não associação de bebida alcoólica e direção, uso do cinto de segurança, uso de cadeirinhas e o limite máximo de velocidade urbana de 50 Km/h, sendo que o Brasil recebeu classificação positiva para os 4 primeiros itens, ficando somente com o quesito “limite de velocidade urbana de 50 Km/h” não atendendo a recomendação da OMS.
O relatório da OMS pode ser consultado aqui.
Com informações do ONSV
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